[DOENÇAS] OSTEOPOROSE: O QUE É?

A doença que falaremos a seguir é bastante conhecida. Inclusive, é considerada o segundo maior problema de saúde mundial, ela fica atrás apenas das doenças cardiovasculares. Sim, estamos falando da osteoporose.

Além disso, acredita-se que cerca de um terço das mulheres brasileiras que estão na pós-menopausa desenvolvem osteoporose. E pasmem, 80% das mulheres adultas brasileiras desconhecem a relação entre a menopausa e o desenvolvimento dessa doença, o que pode causar fraturas com mais facilidade. 

O número de casos de osteoporose vem aumentando a cada ano. Estima-se que o envelhecimento populacional na América Latina, no ano de 2050, se comparado ao de 1950, terá um crescimento de 400% de fraturas no quadril tanto em homens quanto em mulheres entre 50 e 60 anos. E mais de 700% em pessoas com mais de 65 anos. Número altos, não é mesmo? Vamos tentar abaixar esse número?

Mas antes de falarmos sobre essa doença, como evitá-la e também preveni-la, é necessário entender o que é e quais são seus principais fatores de risco e sintomas.

O que é osteoporose?

Essa doença é definida como a perda rápida de massa óssea, bastante comum durante o envelhecimento. É conhecida como uma doença metabólica e sistemática. Essa patologia provoca a redução da absorção de cálcio e minerais. A diminuição da massa nos ossos leva a alterações em sua microestrutura. 

É importante ressaltar que a maioria dos pacientes são do sexo feminino. Três em cada quatro pacientes são mulheres, afetando principalmente as que estão na fase pós-menopausa. Isso acontece, pois há redução de estrogênio com o passar da idade, deixando os ossos das mulheres mais frágeis e porosos (como uma esponja). Além disso, essa é uma das maiores causas de quedas e fraturas em idosos.

Essa doença afeta principalmente a coluna, punho e colo do fêmur, sendo o último o mais perigoso. 

Fatores de risco

São vários os fatores de risco para o desenvolvimento desta patologia. No entanto, os principais são:

  • Envelhecimento;
  • Menopausa;
  • Ter pele muito branca;
  • Ter histórico de osteoporose na família (predisposição genética);
  • Ter uma vida sedentária;
  • Ingerir pouco cálcio e/ou vitamina D;
  • Fumar e/ou beber excessivamente;
  • Tomar medicamentos como, por exemplo, anticonvulsivantes, glicocorticóides, hormônio tireoideano e heparina;
  • Ter doenças de base como, por exemplo, diabetes, linfoma, leucemia e artrite reumatoide.

Sintomas

A osteoporose é uma doença bastante silenciosa. Por isso, na maioria dos casos, evolui sem sintomas. No entanto, a perda rápida de massa óssea pode provocar os seguintes sintomas mais perceptíveis:

  • Fraturas nos ossos;
  • Quedas;
  • Dor crônica;
  • Deformidades;
  • Redução de estatura;
  • Redução de qualidade de vida e/ou desenvolvimento de demais doenças como, por exemplo, pneumonia;
  • Fraturas no quadril podem levar à imobilização do paciente, necessitando de cuidados de enfermagem por um longo período de tempo.

Diagnóstico

A osteoporose normalmente é diagnosticada apenas depois que ocorre a primeira queda, uma vez que os seus sintomas não tão perceptíveis. Logo, o principal método para realizar  o diagnóstico desta patologia é através de densitometria óssea. Esse exame tem como objetivo medir a densidade mineral óssea da coluna lombar e também do fêmur. O resultado pode ser classificado de três formas: normal, osteopenia e osteoporose. Saiba mais sobre o estágio anterior à osteoporose clicando em osteopenia.

Como foi mencionado, o principal exame utilizada é a densitometria óssea. Medindo a massa óssea é possível determinar o risco do paciente de ter fraturas, auxiliando assim, a identificação de um tratamento ou não. Além disso, esse exame também permite avaliar as alterações na massa óssea com o tempo. Esse exame é realizado através da técnica DEXA, sigla em inglês para absorciometria por raio-X com dupla energia.

A densitometria vai revelar a atual situação do paciente, comparando-o com exames anteriores para identificar perda ou ganho de massa óssea, permitindo ver a evolução da doença e se o tratamento está fazendo efeito. Quem determina o intervalo entre os exames é o médico especialista, o qual leva em conta diversos critérios como, por exemplo, sexo, peso altura, idade e demais dados. Normalmente os intervalos entre os exames são de no mínimo um a dois anos.

O diagnóstico também é realizado através da avaliação dos antecedentes pessoais e familiares do paciente. Além, é claro, da avaliação da densidade da coluna lombar e do fêmur, do colo femoral de acordo com os critérios apontados pela OMS, Organização Mundial da Saúde.

Recomenda-se realizar o exame de densitometria óssea a fim de identificar o quanto antes a possibilidade de desenvolvimento da doença para:

  • Toda e qualquer mulher com mais de 65 anos;
  • Mulheres que tenham doenças que causam perda de massa óssea;
  • Mulheres na menopausa ou em transição, com idade de 50 anos ou mais e que ainda apresentaram alguns dos seguintes problemas: fratura após a menopausa ou após os 50 anos (crânio, face, dedos e tornozelo não contam), magreza ou IMC inferior a 21kg/m², pais com histórico de fratura no quadril, artrite reumatoide, fumantes atuais e ainda ingestão excessiva de álcool, ou seja, mas de três doses diárias.

Prevenção

A prevenção da osteoporose se resume a: ter hábitos saudáveis durante a vida. Para as mulheres é necessário redobrar a atenção após a menopausa, uma vez que há redução do hormônio estrogênio, o que acaba acelerando a perda de densidade óssea. 

Por isso, é necessário estar sempre informada quanto à essa doença e ter cuidados com a saúde ao longo da vida. Vamos à alguns cuidados para prevenir a osteoporose e ter uma vida mais saudável:

  • Prática regular de atividades físicas desde cedo. Dessa forma o corpo consegue alcançar o pico de massa óssea. São recomendados caminhadas, atividades aeróbicas e também exercícios com carga;
  • Alimentação saudável e equilibrada também faz a diferença e ajuda a prevenir a osteoporose. É de extrema importância consumir alimento ricos em cálcio e vitamina D;
  • Exposição moderada ao sol também ajudar a prevenir, uma vez que os raios solares são necessários para produzir vitamina D, substância indispensável para manter o esqueleto sempre saudável. Lembrando de tomar sol em horários mais adequados: durante a manhã e no fim da tarde;
  • Para as mulheres recomenda-se terapia hormonal (necessário discutir e verificar isso com um médico especialista).

Tratamento

É importante destacar que os tratamentos atuais não revertem totalmente a perda de massa óssea. Visto que a osteoporose normalmente é diagnosticada após a doença já estar instalada, uma das melhores estratégias consideradas são as medidas preventivas citadas anteriormente, uma vez que ajudam a retardar ou evitar a doença. Logo, é necessário melhorar o pico de densidade óssea durante a juventude para evitar a queda dela ao longo do tempo. 

Considerações finais

Assim como qualquer outro tecido do corpo, o osso é uma estrutura viva e que precisa se manter saudável. Por isso, é de extrema importância seguir as medidas preventivas e ter uma vida saudável. Além disso, garantindo um acompanhamento médico regular, é possível identificar essa doença “silenciosa” e iniciar o tratamento o quanto antes.

Fontes: https://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/osteoporose/#o-que-e

https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-osteoporose-e-quais-seus-sintomas-tratamentos-e-causas/

https://www.minhavida.com.br/saude/temas/osteoporose

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